Bem perto de SP, Itariri tem mata, cachoeiras e chuva de estrelas

De dia, tem sol, trilha e cachoeira numa mata viva, úmida, ainda bruta. De noite, no friozinho, tem chuva de estrelas. Itariri, em São Paulo, é menos conhecido do que Peruíbe, na estrada que leva a Santos. Por isso mesmo, é uma ótima surpresa… Combina paz e natureza sem o rebuliço de uma legião de turistas.

O nome também é curioso. A origem é indígena. “Ita” quer dizer pedra, e “riri”, miúdas. Outros dizem que “riri” seria “que rolam”. Então Itariri quer dizer “pedras miúdas” ou “pedras que rolam”. O certo é que as pedras são abundantes mesmo, numa região de muito verde também.

Esqueça sinal de telefone ou internet, a menos que você esteja em uma casa com um bom sinal de Wi-Fi — e mesmo assim, para que você vai querer se conectar com algo mais além da paisagem?

O maior atrativo são as trilhas e cachoeiras de água limpa, clarinha e bem fria ; – ) Algumas sugestões: as cachoeiras do Salto, mais popular, e o Poço do Índio, mais escondido e com uma queda d’água mais tímida, mas igualmente revigorante.

Há várias outras no chamado Vale do Ribeira, em trilhas não tão demarcadas, então é recomendado passear com um guia. A caminhada ao morro do Careca promete. O Careca tem um veio de carvão à vista e virou atração turística. Na próxima, vamos conhecer.

Importante: Para essa e outras trilhas procure o Silvio Cesar – você já já vai conhecê-lo, no vídeo no final deste post. Anota aí os Contatos… No Facebook, Ecoaventura de Itariri. No Instagram, Silvio turismo. E o e-mail é silviokara@hotmail.com

De volta às dicas: leve lanches e comidas, porque perto das trilhas não há onde comprar. Algumas vendinhas surgem entre a maioria de casas na estrada de terra.

Itariri virou município em 1948, mas já atraía gente desde antes. A partir de 1915, foi grande o fluxo de imigrantes japoneses para a região.

Itariri é lugar de quem escolheu viver simples, o que está bem longe de significar viver mal. É viver perto de estrada de terra, com criação de animais, árvores no quintal e, se der sorte, uma cachoeira particular deliciosa no fundo do terreno.

No caminho, chamam a atenção nas árvores os fungos que só nascem em locais de ar puro. Um luxo pra quem vive na cidade. E há bananeiras, muitas!, que um dia já foram o motor econômico da região.

Chama a atenção também uma escola indígena abandonada. Em forma de oca, o espaço seria incrível para as poucas crianças de aldeia que ainda moram por ali. Mas não funciona há alguns anos, e se degrada com o tempo.

Enquanto isso, ocupações irregulares surgem na encosta do Vale do Ribeira. Moradores cobram uma taxa para estacionar no acesso à cachoeira do Salto, longe da fiscalização da prefeitura.

Preservar o espaço é crucial para manter a essência de Itariri. Uma essência tranquila, bruta, verde, forte. À noite, no meio da imensidão negra do céu, costuma ter chuva de estrelas cadentes…

Contaremos mais sobre Itariri em próximos posts. Mas se você já quer sentir de perto a riqueza da natureza local, é só clicar neste vídeo aqui…

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