Pedra Grande de Atibaia: um guia de como chegar e o que esperar dessa trilha

Os sulcos na terra seca viram degraus no começo da caminhada, que termina em um grande piso de pedra e uma vista linda de vale e da cidade de Atibaia, no estado de São Paulo. A trilha da chamada Pedra Grande é ótima opção para quem busca passeios bate e volta (e baratos!) perto da capital paulista – Atibaia fica apenas uns 70km de distância. 

O desafio não é a estrada, mas a subida, a pé: do pico são uns 1.400 metros de altitude ou umas duas horas pico acima, num solo íngreme e em processo erosivo, por vezes escorregadio. O dia algo nublado quando fomos acabou motivo de comemoração… Preveniu o sol na caixola sem comprometer o visual. 

Pegamos a trilha que parte do Condomínio Arco-Íris, em Atibaia. Não há sinalização de que o caminho sai dali, mas os vigias da cancela de entrada não barram os aventureiros. Algumas ruas acima depois, começa uma estradinha de terra, onde paramos o carro para iniciar a caminhada. 

Há três trilhas bem marcadas: a da direita vai em direção à Pedra dos Monges e construções antigas, da época da escravidão. Pegamos o caminho mais à esquerda, que parecia ser o mais direto até a pedra – e que se mistura com a trilha do meio em alguns momentos. 

Faltam sinalizações, porém, em algumas bifurcações no caminho. Em determinados trechos, na dúvida, seguimos por árvores marcadas com uma fita laranja; em outros valeu a intuição. De todo modo, a trilha é aberta, tem movimento, e o risco de dar voltas pareceu maior que o de se perder, na verdade. 


O começo é que já diz a que veio: subida 95% do tempo, o que exige preparo. Terreno duro, pedra, poucas árvores. Depois vem um riacho, sem volume de água para mergulho. Tampouco fica claro se a água é própria para consumo, então melhor não arriscar – leve suas garrafas, aliás, porque o percurso dá bastante sede, e não há onde comprar nada para se hidratar. 

O clarão do riacho é a única parte de terreno mais plano. Depois vem mais subida, e os carros e casinhas ficam cada vez menores vistos do alto. Pedras viram mirantes improvisados no caminho. Muitas vezes bate vento, e a sensação é de paz e tranquilidade. 

A reta final, cerca de uma hora e meia depois do começo, é uma grande trilha de pedra. São pedreiras fortes, imponentes, de muito tempo na Terra. Uma última subida leva até o platô da chamada Pedra Grande. Bem, não exatamente última. Ao fundo, há mais um monte com algumas pedras, entre elas uma rachada como meia lua. Lá vem caminhada, mais uma subida e enfim um lanche, com longa contemplação da vista, das pessoas que saltam de paraglider e asa-delta – para então começar a descer tudo de novo a pé.


Se vale a pena? Claro. A sensação de completar o percurso faz aproveitar ainda mais a vista. Mas quem gosta de trilha sabe que não se deve desmerecer o caminho. Desfrutar a travessia, como na vida, é tão ou mais importante do que a chegada. 

E como chegar?

Há um acesso para carros que leva até o platô da Pedra Grande. A entrada é pela rodovia Fernão Dias, depois Rodovia D. Pedro, saída 65. Está sem carro? Pegue ônibus no Terminal Tietê da Viação Atibaia. Dali, um táxi ou o ônibus Águas Espraiadas levam à entrada do condomínio. Outra alternativa é uma caminhada que sai da cidade vizinha de Bom Jesus dos Perdões. 

Nós optamos pela entrada pelo Condomínio Arco-Iris de Atibaia, perto de onde pousam asadeltas e paragliders (no GPS, Rua Comendador Jácomo Antônio Lã Selva). Uma vez lá dentro, depois de estacionar o carro numa estradinha de terra, pegamos a trilha que começa mais à esquerda, até o platô da Pedra Grande. Ao contrário de todo o caminho, a chegada é barulhenta, quando a trilha desemboca numa quantidade de gente com som alto e excursões de escolas no acesso para carros. Nada que apague, porém, a tranquilidade acumulada na pesada subida serena ; – )

Quer saber mais? Mostramos a trilha da Pedra Grande e a vista da chegada nesse vídeo aqui

Importante: leve água, protetor solar e repelente. E, principalmente, pense no que não levar – na subida constante, você vai repensar o que carrega na mochila. As perninhas vão agradecer! 

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