Nem só do Canal vive a Cidade do Panamá: o que fazer por lá

Ela é conhecida como “rota do mundo”, e se gaba disso. Mas a Cidade do Panamá vai além do famoso Canal e do aeroporto que se intitula “o hub das Américas”. São, na verdade, duas cidades em uma: o Casco Viejo, marcado pelas lembranças da Conquista espanhola e a arquitetura colonial, e a capital cosmopolita, com arranha-céus, edifícios modernos e muitos shoppings pra fazer compras, em especial de roupas e eletrônicos. 

Fica a gosto do viajante: se você quer história, visite a parte antiga da metrópole, e aproveite para conhecer, claro, o Canal (falamos tudo sobre ele neste post aqui). Já se a opção é por compras, negócios e vida noturna, busque os bairros modernos, uma “versão Miami” em plena capital panamenha. Já natureza e belezas naturais estão no interior do país, em destinos como Bocas del Toro, Parque Nacional Soberanía ou Lago Gatún.

Calma e respiro na selva cinza 

O Casco Viejo marca o Panamá original, com construções coloniais, edifícios antigos e um ar quase bucólico, ao lado do burburinho empresarial e comercial da parte mais nova da cidade. Surgiu em 1671, depois que o capitão Henry Morgan incendiou a cidade fundada pelos espanhóis em 1519. 

Os espanhóis, ainda no comando da colônia, ergueram então uma nova cidade, a oito quilômetros da original, perto de uma península rochosa aos pés do Cerro Ancón. A independência só veio em 1821.  

No Casco Viejo as ruas são mais estreitas, e cafés, ateliês de artesanato e decoração, além de prédios com flores na sacada alegram o passeio. O ideal é andar sem rumo: foi assim que nos encontramos com becos simpáticos e pequenas pracinhas para recostar. 


Começamos no café Coca-Cola, indicado por um motorista de táxi local. Lembra um café argentino: mobília antiga, clientela meia idade, e comida farta, local, com refil de café e um garçom apressado, que não errava um pedido, embora anotasse tudo no papel imaginário da sua memória. A comilança se estendeu observando o movimento das mesas ao lado, os senhores que comentavam as notícias do jornal, e os menus e pratos que chegavam bem cheios nas mesas, para então saírem só as bandejas vazias, levadas pelo mesmo (o único) garçom apressado. 

Depois foi a vez de caminhar pelas ruelas simpáticas e observar a arquitetura. Passeie pelas praças Independência e Bolívar. A catedral imponente, porém, estava em obras quando passamos, e dali tudo que se ouvia era o barulho das máquinas. Há muitos prédios em ruínas por perto. Outros, tão antigos, parecem ter ficado espremidos na cidade que cresce em volta. Há beleza em tudo – e muita gente ainda vive ali. 



O patrão ficou maluco! Compras e compras 

Se a sua praia é passear pelos atrativos preços panamenhos, alguma shoppings fazem a alegria dos turistas: Multicentro Mall,  MultiPlaza e Albrook Mall, por citar alguns.

Conhecemos bastante o MultiPlaza, mais perto de onde ficamos hospedados. Apple e Panafoto são as mais procuradas para eletrônicos. E Zara, Forever 21, Bershka, Pull and Bear e outras muitas desse estilo tentam as carteiras femininas – já Gap, Calvin Klein, entre outras, disputam a atenção masculina. 

Verdade seja dita: os preços são mais atraentes do que os do Brasil, mas não tão baratos em comparação a cidades americanas como Miami ou Nova York. Então, se sua única motivação para conhecer a Cidade do Panamá são as compras, talvez não compense a viagem. 

Onde ficar  
Ficamos no Zebulo Hostel. A primeira impressão foi conturbada: nos colocaram num quarto cheio de beliches, improvisado para uma reserva de casal. E não havia outros quartos disponíveis para troca quando chegamos. Além disso, o café da manhã, incluído na tarifa, deveria ser preparado por cada hóspede, com ovos ou massa de pancake na cozinha. Nada contra, mas não muito prático, é isso não fica claro no momento da reserva. Ponto positivo: a localização. Perto do shopping MultiPlaza, do passeio à beira-mar e de restaurantes de variadas faixas de preço. 

Onde comer

Gostamos muito de comida caseira, simples e saborosa, e foi isso que encontramos no Pikdas. O restaurante, num espaço simpático de foodtrucks, nos salvou em tardes famintas. Salada, tortilla espanhola, ovos e banana frita entre as melhores que já comemos. 


Palavra do dia: guandú.  É um tipo de feijão local, também conhecido como frijol de palo. Teria chegado ao Panamá com o tráfico de escravos. Lembra a lentilha ou a ervilha, tem consistência de feijão fradinho, mas de sabor mais marcante. Uma delícia com arroz, refogado com cebola e azeite. Cortesia oferecida pelo Pikdas – e aprovada, por supuesto. 

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