Viva a Nicarágua! Vulcão Masaya: A primeira lava a gente nunca esquece

A primeira lava a gente nunca esquece. A viagem na Nicarágua começou assim, numa reafirmação de como somos parte bem pequena diante da força da natureza. Nossa base é Granada, uma cidade linda de estilo colonial a cerca de uma hora de Manágua, capital nicaragüense. Falaremos mais dela em seguida.

O protagonista deste post é o vulcão Masaya, um gigante de 635 metros que embora não esteja entre os mais altos da Nicarágua é impressionantemente ativo. Igualmente impressionante que deixem os visitantes chegarem tão perto, mas esta é outra história. 

O Masaya fica a cerca de 40 minutos de carro de Granada. Existem duas modalidades de visita: de dia e de noite. Preferimos de noite para ver o fogo brilhar no escuro. O cenário? Quase tipo Frodo prestes a jogar o anel naquele lago de lava ardente depois de muitos orcs e angústias em três filmes de “Senhor dos Anéis.”

Não são permitidas trilhas até o Masaya, que fica numa reserva protegida. O acesso só é permitido de carro, e pouco se fica lá em cima: 5 minutos na visita de dia, e 15 na noturna. 

Muito mais tempo se fica na fila para subir. Fomos com a Tierra Tour, a US$ 20 por pessoa. Se contratar outros passeios com eles, descontos são negociáveis. 

Nosso tour começou às 16h, e antes das 17h já estávamos na fila de carros que se forma na porta do parque, esperando que abra para a visita. Na placa diz que a entrada começa às 17h30, mas no “nica time”, como chamou o guia, só entraríamos mesmo quando o sol baixasse, umas 18h. Até lá seria, como no filme de novo, torres trancadas e “you shaaaaall not passsss”. 

Aproveitamos o tempo parados para conversar com o guia. E quanto mais escura a noite mais se veria o brilho da lava, afinal. O Masaya não tem erupções há milhares de anos, mas a fumarola e a lava mostram que ele pode estar quieto, mas não morto. Em 2008, durante uma visita diurna de um grupo, o gigante explodiu montanhas de gases que fariam hobbits, orcs e trolls tremerem nas bases. Há fotos na entrada do parque que mostram a correria e o susto. 

O parque então resolveu aumentar a segurança e proibiu visitas ao túnel de lava, que fica já dentro da cratera. Para nossa sorte, e loucura coletiva, não proibiram a vista para a lava. Quando finalmente abriram a subida, éramos o primeiro carro na fila. Lá no topo, guardas contam os 15 minutos para observação. 

Uma debandada em saída da van foi direto ao buraco de onde uma luz vermelha, como vela gigante, indicava o que havia mais abaixo. Fomos andando na expectativa de que, depois da primeira olhada, nunca mais seria lava inédita. Ela nascia ali, a uns 200 metros apenas. 

É mágico e assustador. Hipnotiza. Lava vulcânica a mais de mil graus Celsius, natureza fervendo em vida e estado bruto. Foram 15 minutos cronometrados. Mas mais. Como na conversa da Alice com o coelho no país das maravilhas: “Quanto dura um segundo, coelho? Às vezes quase uma eternidade”. Foram quinze minutos eternos de lembrar. 

Clique aqui para ver como a temperatura sobe nas lavas do vulcão Masaya!

Palavra do dia: tuani. É a gíria local para “legal, maneiro”. Encaixa bem com o Masaya. Tuani, tuani, tuani. 

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