Rota das Flores: roteiro imperdível em El Salvador 

O nome já é bem chamativo: Ruta de las Flores, ou a rota das flores, é um dos maiores atrativos de El Salvador. O roteiro engloba ao menos quatro pequenos povoados a cerca de duas horas de San Salvador. Em comum, eles misturam estilo colonial com herança indígena – e a cultura do café, cultivado largamente nessas alturas. As flores também estão pelo caminho, claro, mas mais na primavera. A distância é curta entre as cidades, então muitos turistas escolhem uma cidade como base e se deslocam de ônibus locais entre elas, geralmente em pequenas viagens entre meia e uma hora.

Começamos nosso caminho de San Salvador. Nos indicaram como chegar andando ao terminal de ônibus. Alguns minutos depois, resolvemos confirmar com um policial se estávamos na direção correta. Ele disse que, por conta de terremotos recentes, alguns trechos na estrada estavam interditados, então as viagens estavam demorando mais. Disse ainda que não valia a pena ir andando até o terminal. Que esperássemos ali e que ele pararia o ônibus quando passasse. Não entendemos bem, mas uns dez minutos depois, foi isso mesmo que aconteceu. Quando o ônibus 205 despontou lá na frente, o guarda foi para o meio da rua, parou o ônibus e mandou-o encostar. Perguntou ao motorista se havia lugar e, meio sem graças, subimos. Vamos que vamos.

Para nossa sorte, a viagem foi mais rápida do que tínhamos previsto com os desvios de estrada. Uma hora e meia depois estávamos no terminal de Sonsonate, onde pegaríamos outro ônibus, o 249,para Juayúa, nosso destino na rota das flores. O ônibus na verdade era uma bela carreta, velha que só, e o motorista parecia ter feito estágio com os motoristas do Rio, de tão habilidoso que dirigia (#sqn). 

A verdade é que nos divertimos naquela viagem de mais de uma hora, passando por diferentes povoados e observando as frutas, sucos e outros badulaques que ambulantes vendiam no ônibus, entre uma parada e outra. 

Não existe rodoviária em Juayúa. O ônibus para na entrada da cidade e todos caminham dali para o pequeno centro. Caminhamos ao lado de um mercado de rua e da igreja principal até chegar a uma praça e então caminhar até nosso hostel. Juayúa é a penúltima parada na rota das flores saindo de Sonsonate. Tem cerca de 20 mil habitantes, a maioria vivendo de turismo e do café. 

O maior atrativo na cidade são suas cachoeiras. No mesmo dia da chegada, fizemos uma das trilhas, a do Chorros de la calera. São 4,5 km de caminhada, e três quedas de água clarinha cercada de um verde intenso. Nos primeiros metros de caminhada ficamos impressionados com a quantidade de lixo jogado no chão. Muito saco plástico, garrafas. Não é assim perto das cachoeiras, e elas valem o passeio. Segundo nosso guia, outros guias têm feito mutirões pra cuidar da limpeza local. Mas a cultura de jogar os restos no chão ainda é muito forte por ali.

Nosso guia, aliás, é uma história à parte. Comentamos sobre ele no post anterior. Já são 22 guias em Juayúa, que encontraram no turismo um propósito é um motivo pra ficarem em El Salvador e resistirem à migração que leva tantos latinos aos EUA. 

Além dos Chorros de la calera, é famoso o passeio das sete cascatas. É uma caminhada mais longa, que dura umas seis horas entre trilha e mergulho. Não fizemos essa por questão de tempo. Preferimos esticar o passeio no dia seguinte para Concepción de Ataco, a segunda cidade na rota das flores. Pegamos o ônibus 249, o mesmo de Sonsonate, mas na direção contrária. 

Foi paixão ao primeiro gole de café. Além disso, Ataco é uma graça. As ruas são cheias de muros coloridos e lojas de artesanato. Não há cachoeiras, mas é famoso o tour do café, que leva a fincas e mostra o processo de produção da bebida. Depois de conhecer Ataco achamos que tinha mais a nossa cara. 

Mas a rota das flores é assim. É preciso passear pelas cidades para saber o que mais agrada. Em cada uma será uma experiência diferente. O roteiro completo: Juayúa, Apaneca, Ataco e Ahuachapán. 

Em Juayúa ficamos no Hostel Casa Mazeta. Pegamos de lá o ônibus 248 para Santa Ana, cidade base para as trilhas de vulcões. Mas essa já é outra história… 

Palavra do dia: chirimol. É o nosso molho à campanha, ou vinagrete. Tem sido um bom companheiro nos pratos com ovo, abacate e tortillas.

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