El Salvador, vulcão 1: no topo do Boquerón de San Salvador

Como é a cratera de um vulcão? Em El Salvador, são muitas as oportunidades de encontrar resposta. Não por nada, o país é também conhecido como a terra dos vulcões. O mais conhecido nos arredores da capital salvadorenha é o vulcão de mesmo nome, San Salvador, que faz parte da cordilheira de El Salvador e La Libertad. A área da cratera fica dentro de um parque chamado El Boquerón. Está a uns 20km de San Salvador, mas poderia parecer até mais longe: é que lá de cima a temperatura é bem mais fresca, e a vegetação esverdece a um bosque que domina a vista. 

Confira aqui um passeio pelo parque em vídeo 

O parque tem quatro mirantes que exaltam a flora e fauna locais, mas o principal caminho, claro, é o que leva à vista do gigante. A cratera tem aproximadamente cinco quilômetros de perímetro e 558 metros de profundidade. 

A última grande erupção foi há exatamente cem anos, e devastou boa parte de San Salvador. O lago que havia no meio desapareceu. Mas boa parte da vegetação já cresceu de novo em volta, e a vista exibe três topos de morros, o mais alto com 1.959 metros. No centro da cratera, alguém marcou em branco uma inscrição: Paz. No alto, planava, solitário, um gavião em voo majestoso. Não são raros na região. 

Existe um caminho que leva até à cratera, mas está fora do limite do parque, e não é indicada pelos administradores do lugar. Não recomendam, afinal, subestimar o poder da natureza. 

O que sim é bem recomendado é aproveitar o passeio nos vários caminhos que rodeiam o parque. Alguns deles levam a áreas de piqueniques, em um ambiente bem familiar. Se faltar lanche, há vários restaurantes na região, para diferentes tipos de bolsos e gostos. Preferimos os mais locais, e fomos parar no “Riconsito delicioso del Boquerón”, bem ao lado da entrada do parque. Um prato vegetariano pra dois, com abacate, arroz, feijão e as famosas pupusas saiu a menos de três dólares. Havia também parriladas para até três pessoas a dez dólares. Na mesma rua, várias barracas de frutas oferecem um festival de cores e sabores da região. E há locais de cafés também, um dos produtos mais famosos -e gostosos – do país. 

O passeio, definitivamente, vale a pena. O inconveniente, talvez, seja a chegada. Não há transporte público fácil para o parque. Muitas famílias vão com carro próprio ou, no nosso caso, contratamos um transporte privado no hotel em que ficamos em San Salvador, o Morrison Hotel de lá Escalón. Saiu a 50 dólares para duas pessoas ida e volta. A entrada no parque custa um dólar para salvadorenhos, e dois para estrangeiros. Para estacionar o carro custa mais um dólar. El Boquerón abre todos os dias, de oito da manhã às cinco da tarde. 

Aprendemos mais uma palavra hoje: torogoz. É uma ave colorida, pequena, considerada um dos símbolos nacionais – e mais uma das belezas que se observam no parque. 

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